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Independentemente da metáfora adotada para a análise de uma situação organizacional, há um ponto comum entre todas elas: é necessário coletar-se dados institucionais que subsidiem indicadores. Tais indicadores auxiliam na precisão do diagnóstico e elaboração do prognóstico, para que haja fundamentação das decisões estratégicas que poderão tomadas.

O estabelecimento, a implantação e o monitoramento de indicadores em dashboards não é uma tarefa tão “simples” como o que é feito em máquinas ou em organismos, como os exemplos apresentados no início deste artigo. Porém, tais exemplos nos oferecem a definição de alguns dos principais monitoramentos que poderiam ser estabelecidos:

 

  1. Monitoramento operacional. Numa organização, seria decorrente de indicadores diários de produção. Na área de saúde seria exames contínuos ou frequentes ou, ainda agendas de consultas clínicas;
  2. Análise de resultados históricos. Numa organização, seria decorrente da base de dados histórica. Na área de saúde seria similar ao prontuário de consultas e exames do cliente. Em geral devem ser simples e navegáveis em profundidade;
  3. Prognóstico. Numa organização, poderia ser uma proposta ou um projeto de revisão de processos. Na área de saúde seria o resultado esperado de um tratamento ou de aplicação de um protocolo de saúde ou de uma terapia;
  4. Acompanhamento de metas.Numa organização, poderia ser a sua rentabilidade esperada no próximo ano.  Na área de saúde podem ser estabelecidas metas em função de tratamentos ou protocolos, com revisões em consultas periódicas durante um tratamento;
  5. Simulações.Numa empresa, poderia ser o consumo esperado de um produto em situações de tragédia. Na área de saúde seria algo mais ou menos equivalente aos resultados esperados de pesquisas científicas.

Analogamente aos dois exemplos citados anteriormente, do carro e do ser humano, os indicadores de uma organização podem favorecer a precisão do diagnóstico de problemas, que podem estar causando impacto em sua rentabilidade. Com o diagnóstico, os consultores poderiam elaborar prognósticos mais assertivos. Um prognóstico organizacional poderia propor a revisão, criação ou eliminação de processos, de funções, de estruturas, de estratégia, entre tantas outras possibilidades.

Gilberto Rigotti, consultor de gestão e sócio da Anechomai Consultoria, Assessoria e Treinamento Ltda.